
Criança é um verbo
Pois é pura ação
Mesmo quando parecem dormindo
Será sempre que conjugam?
Estarão no tempo ou no espaço?
Sei que mesmo bravas parecem estar sorrindo
Palavras só me agradam se confusas
E me desculpa por tudo que desencaixo
É que eu hoje me pergunto:
Existe tempo sem espaço
ou talvez espaço sem tempo?
Adoro esse desentendimento
Mas to como vento engaiolado
Hoje meu tempo parece apertado
Pra pensar nisso tudo agora
Sei que há crianças lá fora
E sabem? Pois não sei não
Será que conjugam mistérios num verbo dança?
Ou seria só o verbo crer em transparente esperança?
Sei que me encantam, me admiro dessa constante criação
Em discreta explosão de sinceridade
Que apesar de humanas ainda nada procuram
Pois se encantam em vão
Que "já nem saibam disso" ainda
Vivem a própria verdade
Sem pensar sobre isso
numa ignorancia linda
Desconhecem o que não é ilusão
e o que não é verdade, e mais nada
pois elas nadam
na criação da própria realidade
São aprendizes de sentimento
pois desconhecem constrangimento
e como instrumento só falam com ação
E em cada palavra que enfim soltam
Como árvores de folhas que se revoltam
exigindo o que merecem
É bem sutil, mas elas refletem o coração
Vivem a mil, mas só transmitem oração
e assim é que o Poder Superior nos fala,
olha bem, Ele ali, não se esqueça!
É so prestar um pouco de atenção..

Ponkley,
ResponderExcluirQue alegria ler seu comentário! Quantas saudades, meu amigo!
Quero te visitar no recreio!
Quero saber como vai dona Ziná!
Quero te dar um abraço.
Beijos.