perguntinha retórica:

Quem criamos a criatividade?

PERGUNTO:

Com quantos mistérios se faz um ser humano?

... nem contra e nem a favor, muito pelo contrário ...

.... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ...

“Não_é_demonstração_de_saúde_ou_sucesso_ser_bem_ajustado _a_uma_SOCIEDADE_PROFUNDAMENTE_DOENTE."

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sabedoria hipotética:

"Entre_os_concientes_e_os_loucos
existe_um_abismo,
mas_as_pessoas_normais
estão_no_meio_dele."
-_Vict0r_Ram0s_Mell0_-


A DIFERENÇA PRINCIPAL ENTRE EU E OS COMPLETAMENTE LOUCOS É A CONSCIÊNCIAS DAS MINHAS INÚMERAS LOUCURAS

quinta-feira, 10 de junho de 2010

culto oculto

Quem somos se não a própria margem?
desconhecemos a sobriedade
Onde será que sou, sociedade?
Esse trem não tem estação, é só viagem
Não sei se frio ou calor, não importa saber
Fronteiras do instinto, ternura selvagem..

Às vezes vem a sorte, comunhão de gratuito prazer
coragem forte, explode ódio mas é amor, querer
miragem-morte, escuridão sem amanhecer
Outras vezes labirintos em fuga
intensidade e dor, pecado sem culpa
estupidez, ardor, tentando enlouquecer
e fracassando, realidade oculta
alimento meu trauma ao tentar esquecer..

Entorpecido de calma, a decepção é culta
Fragmentada a alma, cada segredo insulta
Equívoco não salva, e o medo vai virando luta

Mas de onde surge a eletrizante compaixão
no meio de tanta raiva e fúria?

Temperamental contrato de quadrilha
proibido proibir, e que assim se reconstrua
compartilhando a busca, a face crua
lacrimejamos tímida alegria
a inquietude na sintonia de irmão
plenitude em rebeldia, sem direção
Disfarçada filosofia que se ofusca
impulso incontrolável, sedução brusca
há muito além de um aperto de mão

Cumplicidade obrigatória ou armadilha?
confiança ou instinto sem razão?
como se já nos soubéssemos família
e quase sem querer, laços de sangue
confessionário de suicidas
ou seminário vazio, líder sem gangue?
Escola do anonimato? Forte ou fraco?
caranguejos na lama, lixo sem mangue
sabedorias dissolvidas
do chão fazemos cama
Loucuras que acato?
Tonturas do imediato?
atrevimento que se inflama...

Emoção enlouquecida
ou cura que improvisa
lingua, linguagens, tato?
Será livre a vida bandida
ou é a prisão do inexato?
É a escravidão que é interompida
ou só intervalo pro segundo ato?

Caindo num tetrix em que não me encaixo
teias sem fim, matrix carrapato
algemas invisíveis, mudo é um grito sufocado
não sinto o chão que está logo abaixo
sinestesias infalíveis, contorcido e engaiolado
dentro de mim um escorpião
me ameaça encurralado
não minto a indignação, e me rebaixo
vão absinto em ebulição, crime legalizado

compartilhando a anulação, respiração
anulando em somatório a vergonha
que se dissolve, medo, desejada solidão..
Não há máscara que ali se sobreponha
a fúria escondida é revelada,
destaque da decepção
segredos da vida isolada,
lenda desiludida, ilusão
vontade proibida, atração
verdade despercebida, emoção?
com os sonhos em contradição
a maldade que é recolhida
sai pelos poros, orgasmo
libertação..
humildade pro sarcasmo
fenda falsa, desmotivação..

Nesse esconderijo marginal
fugere urbem urbanizado
um abandono visceral
a miséria em um agrado

Santuário do esquecimento
oásis de abandono, culto, ritual
ócio que sagrado, intento pessoal
possível fogo sentimental? Ou isolamento?
Bem querer, e amar o mal,
Será loucura a vontade de ser normal?

Ou estaremos justamente conscientes
ligados no esquema, no engodo
Dá pra engolir mais algum comercial?
as luzes da TV estão me dando nojo
Será que existem regras?
Corrupção deve ser parte do jogo
dissimuladas mentes cegas

Será que não vêem?

Nunca virão as entregas

cansei...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

à lendOlhar Poemas...

















Lá estão eles flutuando
estão em tudo que é parte
deslizam junto com a paisagem
despretenciosa é a genuína arte..

São como folhas na correnteza do rio
nuvens escoando por uma montanha
atleta se superando pra chegar primeiro
pinguins reunidos pra enfrentar o frio
carnaval explodindo o colorido bacana
formigas em erupção de formigueiro

Saída de metrô às seis em copacabana
enfim, qualquer coisa pra mim..
vira poema sim no Rio de janeiro..
vivo-os por inteiro,
cada palavra que emana..

Poemas estão em toda parte
bastando querer lê-los
dispondo-se à inspiração: a arte
não precisa ser poeta pra fazer poesia..
mas pra ler, sim, é preciso, sinestesia
para encontrá-los atrás dos olhos
e inventar a realidade da fantasia

onde podemos ser nós mesmos
seu habitat é reservado
vive na mesma floresta secreta
onde se escondem nossos desejos..