Conhecimento natural me sinto um eco ecoando vagamente um pouco de cada coisa me sinto inédito e ao mesmo tempo me sinto pura repetição antecessor às modas criação ecológica dando lógica à ecologia ecos way of life ecôo ecos ecos.. eco lógico? redundâncias à parte é lógico ser ecológico...
Por onde ando não sei se piso tenho estado sempre por alcançar um lugar fugaz chamado passagem (indecifrável?) Nestes meus passos sou eu quem mando o peso tanto, enfim, amenizo deixando a vida me levar vida, eu rogo, eleva eu!! Abrindo caminhos novos àlguma viagem (viável!) Eu profetizo! Os sonhos, encanto e persistindo, concretizo simplesmente ao aceitar o natural irreparável, selvagem (e inescapável) Instintos?... Pedo a viola e canto perco totalmente o juízo e crio memórias para colecionar
Escrevo porque me perdi porque me meti em mentir para mim mesmo Escrevo à esmo Tentando inventar o que sentir Porque senti tanto que nem que pudesse seria capaz de admitir seria impossível concluir ainda tento me explicar e explico pra me tentar Pois nada posso desfrutar enquanto eu não souber que somente ao sonhar Vivo vivo, haja o que houver...
Porque os insetos de hábitos noturnos se atraem tanto pela luz das lâmpadas e não se atraem com a mesma empolgação pela luz do sol?
Tantos mistérios são guardados pelo fenômeno da vida, que me sinto tão privilegiado quanto um elefante e sua vasta capacidade de memorização quando percebo que, não só em mim, mas em (quase) todos os seres humanos, há essa fundamental curiosidade pelos mistérios do fenômeno da vida, que acaba por nos levar a elaborar desde simples questões corriqueiras até elaborados questionamentos filosóficos e existenciais.
Adoro pensar por exemplo, nos segredos e potências que guardam o nosso infinito manancial de emoções. Porque seres humanos de hábitos tipicamente solitários, são incapazes de experimentar a genuína felicidade, senão, quando compartilhando com outro ser humano? De onde exatamente vem esse imenso desejo de expressar-se, de compartilhar subjetividades, de reforçar e recriar noções de identidade somente possíveis diante das diferenças que apenas a pluralidade do coletivo, em simbióticos intercâmbios culturais, consegue genuinamente atingir sua realização?
Muitas vezes gostaria de ser mais simples nesse universo de tantas e tamanhas complexidades. Será tudo tão densamente complexo quanto me parecem ser as nossas emoções, ou será que por desconhecermo-las adequadamente que projetamos portanto esta complexidade toda no universo que nos cercam os sentidos?
Estou tão feliz. Isso deveria-me ser a coisa mais simples e óbvia do mundo, já que estou assertivamente compartilhando experiências em comunidade. Mas algo insiste em não se dar por encerrado ao final de um intenso dia de muita alegria e realização espiritual, e uma série de questões que levam à outras e mais outras questões, como num dominó de progressões geométricas, não me permite sossegar meus pensamentos. E o entusiasmo inicial então se confunde com uma euforia intelectual, e assim a serenidade se dissipa, levando com ela aquela aparentemente infinita sensação de felicidade da comunhão e nutrição amorosa na qual estou imergido.
Afinal de contas, a luz em demasiada abundância, em certo ponto, nos impede de enxergar claramente, podendo até cegar-nos mais que a própria escuridão. Porque esses insetos insistem em debaterem-se nas lâmpadas até a exaustão, quando existe um imenso e adequadamente distante sol divinamente prontificado à iluminação todas as manhãs?
É exatamente assim como esses insetos que eu me sinto quando chega a noite. E por mais que eu saiba que a manhã já vem, enérgico de expectativas, tento me iluminar com essas idéias até me sentir completamente cego. Mas tenho certeza que a vida, seja lá o que for este incrível fenômeno, sabe exatamente o que faz, e por trás de tantos mistérios existe um exato propósito para a existência de cada um de nós.
Um sorriso se abre esticando um horizonte tão vasto que não consigo alcançá-lo nem em pensamento. Quero me entregar à esta nova dúvida com a certeza de não mais querer ilusórias certezas... Mas no fundo minha aventura precisa mesmo de certezas neste momento de tamanhas vertigens. Quanto desta imensidão caberá no meu infinito vazio particular?
Meus passos agora são lúcidos, objetivos e discretos. Mal me reconheço não fosse a típica beleza nas paisagens ao meu redor. Respiro sem pressa, saboreando os novos ares como se fossem inéditos: não são. Sinto saudade desse ineditismo e percebo aos poucos o inóvil das novas novidades que me cercam. Não sei se é uma floresta adornada de encantos ou se trata-se de um jardim naturalista muito organicamente bem projetado. No entanto há um iluminado caminho que assusta de tão convidativo. Me sinto em paz e isso me dá um medo, mas não me desespero como de costume. Vejo a oportunidade de ser corajoso, sabedoria eternamente em aprendizado. E minha tranquilidade contamina qualquer percepção que eu tenha desta irreconhecível realidade novamente jovem.
No entanto uma expectativa furtivamente me surpreende. Quero abrir ao máximo as cortinas do quarto mais alto pra tentar reter a imensidão desse horizonte que me escapa. Mas não existem cortinas no terraço e é lá que estou, a luz quase me cega mas é boa, o vento tenta me derrubar mas me sinto bem com sua resistência, me colocando vigilante e atento, vivo, sensível, perigosamente livre. Fecho os olhos e a maresia parece correr em meu sangue, respiro fundo, desejo ficar ali e apenas esperar, aproveitar o que de melhor posso desfrutar e me permito um silêncio de pensamentos.
Sim, estou cauteloso, me sinto estranhamente como se fosse visualmente permeável e me sinto estranho mas, ainda sim, me sinto eu. imagem deMarina Papi
às vezes me sinto estupidamente gênio e mais calmo que as montanhas é como se me soubesse parte da paisagem e entendesse a importância e responsabilidade de existir aproveitando a existência e nada mais é uma sensação muito impactante e impregnante me preenche como se eu fosse um ruminante é isso, me sinto como o silêncio de uma placa Me sinto a grama e ao mesmo tempo a vaca ...
Eis que as plavras de repente Alcançaram o estado de Imagens soltas sublimes ou revoltas Iniciaram trocas volumétricas Até enfim explodirem, simétricas numa ocupação de espaços imaginários dum frenesi de mental cenário
Ação? Emoção ou compulsão histérica?
Tentava ciência com paixão exotérica Com o elixir das cores invisivelmente intrínsecas que cabem na confusa aglomeração omérica não mais de apenas imagens transbordava agora também significados escorrendo conceitos esticados, estilhaçados pelo eclodir dum caos ou uma colisão de paisagens..
Quem somos se não a própria margem? desconhecemos a sobriedade Onde será que sou, sociedade? Esse trem não tem estação, é só viagem Não sei se frio ou calor, não importa saber Fronteiras do instinto, ternura selvagem..
Às vezes vem a sorte, comunhão de gratuito prazer coragem forte, explode ódio mas é amor, querer miragem-morte, escuridão sem amanhecer Outras vezes labirintos em fuga intensidade e dor, pecado sem culpa estupidez, ardor, tentando enlouquecer e fracassando, realidade oculta alimento meu trauma ao tentar esquecer..
Entorpecido de calma, a decepção é culta Fragmentada a alma, cada segredo insulta Equívoco não salva, e o medo vai virando luta
Mas de onde surge a eletrizante compaixão no meio de tanta raiva e fúria?
Temperamental contrato de quadrilha proibido proibir, e que assim se reconstrua compartilhando a busca, a face crua lacrimejamos tímida alegria a inquietude na sintonia de irmão plenitude em rebeldia, sem direção Disfarçada filosofia que se ofusca impulso incontrolável, sedução brusca há muito além de um aperto de mão
Cumplicidade obrigatória ou armadilha? confiança ou instinto sem razão? como se já nos soubéssemos família e quase sem querer, laços de sangue confessionário de suicidas ou seminário vazio, líder sem gangue? Escola do anonimato? Forte ou fraco? caranguejos na lama, lixo sem mangue sabedorias dissolvidas do chão fazemos cama Loucuras que acato? Tonturas do imediato? atrevimento que se inflama...
Emoção enlouquecida ou cura que improvisa lingua, linguagens, tato? Será livre a vida bandida ou é a prisão do inexato? É a escravidão que é interompida ou só intervalo pro segundo ato?
Caindo num tetrix em que não me encaixo teias sem fim, matrix carrapato algemas invisíveis, mudo é um grito sufocado não sinto o chão que está logo abaixo sinestesias infalíveis, contorcido e engaiolado dentro de mim um escorpião me ameaça encurralado não minto a indignação, e me rebaixo vão absinto em ebulição, crime legalizado
compartilhando a anulação, respiração anulando em somatório a vergonha que se dissolve, medo, desejada solidão.. Não há máscara que ali se sobreponha a fúria escondida é revelada, destaque da decepção segredos da vida isolada, lenda desiludida, ilusão vontade proibida, atração verdade despercebida, emoção? com os sonhos em contradição a maldade que é recolhida sai pelos poros, orgasmo libertação.. humildade pro sarcasmo fenda falsa, desmotivação..
Nesse esconderijo marginal fugere urbem urbanizado um abandono visceral a miséria em um agrado
Santuário do esquecimento oásis de abandono, culto, ritual ócio que sagrado, intento pessoal possível fogo sentimental? Ou isolamento? Bem querer, e amar o mal, Será loucura a vontade de ser normal?
Ou estaremos justamente conscientes ligados no esquema, no engodo Dá pra engolir mais algum comercial? as luzes da TV estão me dando nojo Será que existem regras? Corrupção deve ser parte do jogo dissimuladas mentes cegas
DORMI NO MINERAL SONHEI NO VEGETAL AGITEI NO ANIMAL ACORDEI NO HOMINAL DESPERTEI NO ESPIRITUAL ENCONTREI NO DIVINAL
Entre concientes e loucos
(--interpretando 'sabedoria hipotética'-)
.. entre a conciência e a ilusão, a sanidade e a loucura, existe um imenso abismo que não pode ser medido... Loucos e sábios são os que aguentam subir muito alto numa das montanhas desse abismo e então vislumbrar a vastidão, o conhecimento quase inteiro contido em uma só paisagem... o infinito comprimido numa imagem... As pessoas normais têm medo de subir tão alto essa montanha assusta, e então flutuam num nevoeiro labiríntico entre um lado e o outro desse abismo sem paisagem..
..loucura ou paisagem, não são os olhos que os vêm, mas os sonhos que inventamos pra nos interpretar...
...
e como todo mundo tem mais o que fazer, os poetas se tornam incômodos. virá-los pelo avesso não é solução. eles não silenciam - e você, que não entende os versos, pensa que ele não está querendo dizer nada -_Rubem_Braga_-
Os poemas são pássaros que chegam não se sabem de onde e pousam no livro que lês.... Ver mais Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti...
-_Mário_Quintana_-
à lendOlhar Poemas...
Lá estão eles flutuando estão em tudo que é parte deslizam junto com a paisagem despretenciosa é a genuína arte..
São como folhas na correnteza do rio nuvens escoando por uma montanha atleta se superando pra chegar primeiro pinguins reunidos pra enfrentar o frio carnaval explodindo o colorido bacana formigas em erupção de formigueiro
Saída de metrô às seis em copacabana enfim, qualquer coisa pra mim.. vira poema sim no Rio de janeiro.. vivo-os por inteiro, cada palavra que emana..
Poemas estão em toda parte bastando querer lê-los dispondo-se à inspiração: a arte não precisa ser poeta pra fazer poesia.. mas pra ler, sim, é preciso, sinestesia para encontrá-los atrás dos olhos e inventar a realidade da fantasia
onde podemos ser nós mesmos seu habitat é reservado vive na mesma floresta secreta onde se escondem nossos desejos..
-_Uirá_Felipe _-
jardinando devaneios..
quando uma borboleta me árvore ao ruflar o encanto atrás de meu olhar como se fossem asas,
e mesmo assim, sinto nos pés o cheiro verde de terra barrenta e vermelha sinestésicamente percebendo nas costas a ventania do movimento do planeta..
quando sei que sou assim, integrante na sintonia da paisagem..
compreendo subitamente que..
árvores e felicidades só existem no plural,
e nesse momento me brilha a alegria experimentar por um ínfimo instante a vivência de uma verdade, essa, sempre no singular..
-_Uirá_Felipe_-
Verdade?
"A verdade sobre nós mesmos consiste em como escolhemos distorcê-la."
-_Woody_Allen_-
"Será verdade a verdade? o que será que não invento?"
-_u.F._-
Bibliografia, locais de consultoria livre e particular ou simples Fontes de Inspiração
Gosto do tipo de ponto de interrogação que é ao mesmo tempo pergunta e resposta. Sou uma busca, uma busca que a própria busca é o que está a procurar.. Sou talvez assim mesmo um enigma do óbvio, um cotidiano revirado, arrumação de quarto bagunçado, aluno desencontrado, professor desorientado, poeta desempregado, fugitivo não-procurado, beija-flor urbanizado, jardineiro acidentado, sou essa brisa que descola das ondas nos mares mais revoltados...
se talvez esteja aí por essa tal demora de um enigma do óbvio, a insensatez da promessa qual o agora é um estigma do sóbrio está no cotidiano rumo revirado, TV e PC ligados, quarto que é meu calor, meu valor bagunçado, e é lá que o insano aluno rebelado lê e vê estragos, como é o seu professor no seu ardor injustiçado O poeta que vai fundo no ensino contemplado Profeta do seu mundo sem destino desenhado fugitivo desvendado, dinheiro reflorestado beija-flor urbanizado, jardineiro acidentado... andarilho em nua escola da paz nas rondas dos ares mais raramente respirados sou a brisa que descola detrás das ondas nos mares mais inquietamente revoltados...
Não me dêem formulas certas, porque eu não espero + acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque quero seguir o meu coração. Não me façam + ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentiras!!!!!!!! Não sei voar de pés no chão Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre. [Clarice Lispector ]
há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. é o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. _fernando pessoa_
Arriscar-se é viver...
Rir é arriscar-se a parecer louco. Chorar é arriscar-se a parecer sentimental. Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver. Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro. Amar é arriscar-se a não ser amado. Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder. Viver é arriscar-se a morrer... Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção. Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas... é preciso correr riscos. Porque o maior azar da vida é não arriscar nada...
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são. Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza. Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver... Acorrentadas às suas atitudes, são escravas; Abrem mão de sua liberdade. Só a pessoa que se arrisca é livre...
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar é perder a vida..." (Soren Kierkegaard)
"do que pôde ser, nem pode ser e é tudo. dá-me mais vinho porque a vida é nada!" - Fernando Pessoa -
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"Eu amo seus olhos tão negros, tão puros, De vivo fulgor; Seus olhos que exprimem tão doce harmonia, Que falam de amores com tanta poesia, Com tanto pudor.
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, Assim é que são; Eu amo esses olhos que falam de amores Com tanta paixão."
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma . É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."