perguntinha retórica:

Quem criamos a criatividade?

PERGUNTO:

Com quantos mistérios se faz um ser humano?

... nem contra e nem a favor, muito pelo contrário ...

.... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ...

“Não_é_demonstração_de_saúde_ou_sucesso_ser_bem_ajustado _a_uma_SOCIEDADE_PROFUNDAMENTE_DOENTE."

................................................................................................................

sabedoria hipotética:

"Entre_os_concientes_e_os_loucos
existe_um_abismo,
mas_as_pessoas_normais
estão_no_meio_dele."
-_Vict0r_Ram0s_Mell0_-


A DIFERENÇA PRINCIPAL ENTRE EU E OS COMPLETAMENTE LOUCOS É A CONSCIÊNCIAS DAS MINHAS INÚMERAS LOUCURAS

sábado, 4 de dezembro de 2010

Aventureiro do Agora














O que mais será que tento

senão tudo aquilo que invento?

E sentimento?

Porque será que aguento?

Será real?

Ou só visível como é o vento?


Refletido, refletindo, reflexivo...

Me auxento de mim mesmo

só pra poder perder-me a esmo

e me dar trabalho

preciso de dor pra me encontrar

dói reencontrar..


Quero conseguir me provar

que não se pode provar nada

e que reconhecer o que é irreconhecível

é a própria essência do impossível

encontrar-se fora de ser

e só-mente, e de si então estar auxente

Ser, agora, isso sim é que vive e que insiste

o único eterno real que enfim persiste

e além do qual

Nada e nem ninguém existe...









A mente mente

é um agora auxente

Ser é deixar ser

pois

ninguém é diferente

quando cada um é diferente

vestido pelo todo

ou entregue ao presente

somos a escolha bipolar inevitável

amar ou não amar, eis o instável...

Deixar-se ou não deixar, inquestionável

permitir-se ao inevitável, meio-ambiente

e se entregar, que isso é viver, isso é, realmente...


imagens de Marina Papi

Sim sem fim










(poesia, pra que serve mesmo?)


Tudo que assertivo em excesso

estará pois fadado a um erro?

O que busco senão isso,

cair levantar, esquivar, cair..?

Quero aprender meu certeiro desejar!


Tenho dificuldade em desejar

porque só quero paz sem desejá-la?

Tenho medo da plenitude conquistada

Temo não mais temer e nada mais

Qual será o maior tamanho da coragem?

Proporcional ao maior medo?

Terá limites a criatividade?

Ou limitação é pura invenção?


Invento mil desculpas

pra limitar minha imaginação

temo alcançar a realização

pois inventaria novos desafios

Mas que porra de covardia é essa?

O que a essência do humano é hoje

senão respostas dispostas por extenso

por detrás de imensos pontos de interrogação?


Quero o que preciso

e impreciso, não quero

Quero não dizer não

E só me é preciso, então, dizer sim, será?

Isso ou esse sim é que não tem fim...


imagem de Marina Papi

terça-feira, 23 de novembro de 2010

eco-lógico


















Conhecimento natural
me sinto um eco
ecoando vagamente
um pouco de cada coisa
me sinto inédito e ao mesmo tempo
me sinto pura repetição
antecessor às modas
criação ecológica
dando lógica à ecologia
ecos way of life
ecôo ecos ecos..
eco lógico?
redundâncias à parte
é lógico ser ecológico...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Margens Tropicais














Poesias curvilíneas

contornos, verdes, miragens

quero fantasiar a realidade

Paisagismo de naturais selvagens

plantas na harmonia da vital guerra

quero o perímetro, livre

aberto onde se encerra

e rabiscar sonhos, identidades

Crio pra me reinventar

meu movimento não precisa

ser demonstrado por imagens

Será que alguém vê o magnetismo

que circunda meu corpo

meu conjunto de sensibilidades?

Sei que sim, real imaginário

tudo é invenção, é inventário

Essa vida de emoção e de linguagem

sou esquerdo num universo destro

venho da mais antiga linhagem

Meu lado humano é indígena

meu lado bicho está extinto

meu recanto é a margem...


imagem de Marina Papi

Desconsolo











Encontrei poesias rasgadas

montes de papel picado

espalhados debaixo de minha cama

estava à procura do que inflama

pra queimar minhas emoções, e arrancá-las

de mim, escama por escama

procuro minha nudez

mas encontro roupas velhas

roupas novas, esconderijos

quero correr pelo descampado

ser discreta evidência de passagem

e só fazer parte da paisagem

pra nas dúvidas me ser reencontrado

quero tantas coisas que

é difícil escolher o procurado

o motivo desconsolado

pra eu correr nu no descampado

Liberdade é não precisar

anseiar por liberdade

Estar livre é ter escolhas

e escolas acima das vontades

Inteligência!? Às vezes tão selvagem

Riqueza é reconhecer

o desconhecer que é toda a própria viagem...


imagem de Marina Papi

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Reflito-me














Na imagem pouso meu olho

mesmo a paisagem que escolho

por mais inerte e sem vento

tem vida, vibra e é movimento

às vezes parece que não aguento

como se ver fosse pura miragem

Parece não me caber tal viagem

Na beleza de viver eu me recolho

Em meu ser parece que me encolho

O mundo todo é tão grande

Ou meu olhar é de criança?

A imaginação é que me expande

Pois respirar pra mim é dança

cada existência o todo abrange..


imagem de Marina Papi

ÁguArde











Todo dia é essa espera

esperando pra viver

um agora que não é agora

quero chegar

quero que todos cheguem

onde quer que vão

com tanta pressa

Porque os passos apressados

não vivem com antecedência?

Sonho em ver grandes avenidas

e pressas pequeninas

sonho ver pessoas reparando

umas nas outras

e nas árvores, e todas as coisas

Desejo ver sorrisos gratuitos

muitos, muitos!

E ver senhoras andarem de bicicleta

sonho com tanta coisa

só queria poder sonhar

sem ter que andar depressa!



imagem de Marina Papi

De repente










De manhã

com puta dor

de cabeça eu mergulho

no computador

depressa

rapidinho

e sem pressa

calminho

Ilógico?

Paradoxo é correr

se o sonho é mesmo ser

viver o próprio caminho

pródigo!?

sentir é pois.. pertencer

acompanhado sou mesmo sosinho


imagem de Marina Papi

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Blindagem
























Por onde ando não sei se piso
tenho estado sempre por alcançar
um lugar fugaz chamado passagem
(indecifrável?)
Nestes meus passos sou eu quem mando
o peso tanto, enfim, amenizo
deixando a vida me levar
vida, eu rogo, eleva eu!!
Abrindo caminhos novos àlguma viagem
(viável!)
Eu profetizo!
Os sonhos, encanto
e persistindo, concretizo
simplesmente ao aceitar
o natural irreparável, selvagem
(e inescapável)
Instintos?... Pedo a viola e canto
perco totalmente o juízo
e crio memórias para colecionar

imagem de Marina Papi

Acaso Inventado






















Escrevo porque me perdi
porque me meti em mentir
para mim mesmo
Escrevo à esmo
Tentando inventar o que sentir
Porque senti tanto
que nem que pudesse
seria capaz de admitir
seria impossível concluir
ainda
tento me explicar
e explico pra me tentar
Pois nada posso desfrutar
enquanto eu não souber
que somente ao sonhar
Vivo vivo, haja o que houver...


imagem de Marina Papi

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eterna fonte de pontos de interrogação






















Porque os insetos de hábitos noturnos se atraem tanto pela luz das lâmpadas e não se atraem com a mesma empolgação pela luz do sol?

Tantos mistérios são guardados pelo fenômeno da vida, que me sinto tão privilegiado quanto um elefante e sua vasta capacidade de memorização quando percebo que, não só em mim, mas em (quase) todos os seres humanos, há essa fundamental curiosidade pelos mistérios do fenômeno da vida, que acaba por nos levar a elaborar desde simples questões corriqueiras até elaborados questionamentos filosóficos e existenciais.

Adoro pensar por exemplo, nos segredos e potências que guardam o nosso infinito manancial de emoções. Porque seres humanos de hábitos tipicamente solitários, são incapazes de experimentar a genuína felicidade, senão, quando compartilhando com outro ser humano? De onde exatamente vem esse imenso desejo de expressar-se, de compartilhar subjetividades, de reforçar e recriar noções de identidade somente possíveis diante das diferenças que apenas a pluralidade do coletivo, em simbióticos intercâmbios culturais, consegue genuinamente atingir sua realização?

Muitas vezes gostaria de ser mais simples nesse universo de tantas e tamanhas complexidades. Será tudo tão densamente complexo quanto me parecem ser as nossas emoções, ou será que por desconhecermo-las adequadamente que projetamos portanto esta complexidade toda no universo que nos cercam os sentidos?

Estou tão feliz. Isso deveria-me ser a coisa mais simples e óbvia do mundo, já que estou assertivamente compartilhando experiências em comunidade. Mas algo insiste em não se dar por encerrado ao final de um intenso dia de muita alegria e realização espiritual, e uma série de questões que levam à outras e mais outras questões, como num dominó de progressões geométricas, não me permite sossegar meus pensamentos. E o entusiasmo inicial então se confunde com uma euforia intelectual, e assim a serenidade se dissipa, levando com ela aquela aparentemente infinita sensação de felicidade da comunhão e nutrição amorosa na qual estou imergido.

Afinal de contas, a luz em demasiada abundância, em certo ponto, nos impede de enxergar claramente, podendo até cegar-nos mais que a própria escuridão. Porque esses insetos insistem em debaterem-se nas lâmpadas até a exaustão, quando existe um imenso e adequadamente distante sol divinamente prontificado à iluminação todas as manhãs?

É exatamente assim como esses insetos que eu me sinto quando chega a noite. E por mais que eu saiba que a manhã já vem, enérgico de expectativas, tento me iluminar com essas idéias até me sentir completamente cego. Mas tenho certeza que a vida, seja lá o que for este incrível fenômeno, sabe exatamente o que faz, e por trás de tantos mistérios existe um exato propósito para a existência de cada um de nós.

imagem de Marina Papi

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

o Mistério e os Segredos




















De repente, ouvi o Segredo perguntar ao Mistério:
_Qual é o seu segredo?
Ao passo que o Mistério lhe respondeu:
_Ah, isso é um mistério.

Então, Mistério também perguntou:
_Qual é o seu mistério?
E ele respondeu prontamente:
_Ah, isso é segredo!

E foi ao ouvir esse diálogo que me dei conta:
_O meu maior mistério são meus segredos
e o meu maior segredo é um mistério!

imagens de Marina Papi

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Contido contudo contigo




















Um sorriso se abre esticando um horizonte tão vasto que não consigo alcançá-lo nem em pensamento. Quero me entregar à esta nova dúvida com a certeza de não mais querer ilusórias certezas... Mas no fundo minha aventura precisa mesmo de certezas neste momento de tamanhas vertigens. Quanto desta imensidão caberá no meu infinito vazio particular?

Meus passos agora são lúcidos, objetivos e discretos. Mal me reconheço não fosse a típica beleza nas paisagens ao meu redor. Respiro sem pressa, saboreando os novos ares como se fossem inéditos: não são. Sinto saudade desse ineditismo e percebo aos poucos o inóvil das novas novidades que me cercam. Não sei se é uma floresta adornada de encantos ou se trata-se de um jardim naturalista muito organicamente bem projetado. No entanto há um iluminado caminho que assusta de tão convidativo. Me sinto em paz e isso me dá um medo, mas não me desespero como de costume. Vejo a oportunidade de ser corajoso, sabedoria eternamente em aprendizado. E minha tranquilidade contamina qualquer percepção que eu tenha desta irreconhecível realidade novamente jovem.

No entanto uma expectativa furtivamente me surpreende. Quero abrir ao máximo as cortinas do quarto mais alto pra tentar reter a imensidão desse horizonte que me escapa. Mas não existem cortinas no terraço e é lá que estou, a luz quase me cega mas é boa, o vento tenta me derrubar mas me sinto bem com sua resistência, me colocando vigilante e atento, vivo, sensível, perigosamente livre. Fecho os olhos e a maresia parece correr em meu sangue, respiro fundo, desejo ficar ali e apenas esperar, aproveitar o que de melhor posso desfrutar e me permito um silêncio de pensamentos.

Sim, estou cauteloso, me sinto estranhamente como se fosse visualmente permeável e me sinto estranho mas, ainda sim, me sinto eu.

imagem de
Marina Papi

terça-feira, 19 de outubro de 2010

P ARTE c i p o















às vezes me sinto estupidamente gênio
e mais calmo que as montanhas
é como se me soubesse parte da paisagem
e entendesse a importância e responsabilidade
de existir aproveitando a existência e nada mais
é uma sensação muito impactante e impregnante
me preenche como se eu fosse um ruminante
é isso, me sinto como o silêncio de uma placa
Me sinto a grama e ao mesmo tempo a vaca ...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sabe – ou Colisão de paisagens II












Esse sou eu..

o resultado de um exagero

a inconsequência imatura que debruça-se até ser tarde demais

e descobre que é possível quebrar o impossível

porque quando temos tudo a perder

descobrimos que temos tudo

e não queremos perder mais

e tentamos mais

a mais

e voamos

vemos o que não sabíamos

fazemos mais que o capaz

e flutuamos

à beira do abismo

sem por isso sermos deuses

fazemos parte

e fingimos que não sabemos

só pra alcançar a vertigem do risco

e nos provar que é improvável

mas que experimenta-se ao se querer

isso de que não estou falando

escrevendo, esquecendo, ou calando

esquece..

TUDO, tudo passa!

Colisão de Paisagens















Eis que as plavras de repente
Alcançaram o estado de
Imagens soltas
sublimes ou revoltas
Iniciaram trocas volumétricas
Até enfim explodirem, simétricas
numa ocupação de espaços imaginários
dum frenesi de mental cenário

Ação? Emoção ou compulsão histérica?

Tentava ciência com paixão exotérica
Com o elixir das cores invisivelmente intrínsecas
que cabem na confusa aglomeração omérica
não mais de apenas imagens
transbordava agora também significados
escorrendo conceitos esticados, estilhaçados
pelo eclodir dum caos
ou uma colisão de paisagens..

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Crias sãs















Criança é um verbo

Pois é pura ação

Mesmo quando parecem dormindo

Será sempre que conjugam?

Estarão no tempo ou no espaço?


Sei que mesmo bravas parecem estar sorrindo

Palavras só me agradam se confusas

E me desculpa por tudo que desencaixo

É que eu hoje me pergunto:


Existe tempo sem espaço

ou talvez espaço sem tempo?


Adoro esse desentendimento

Mas to como vento engaiolado

Hoje meu tempo parece apertado

Pra pensar nisso tudo agora


Sei que há crianças lá fora

E sabem? Pois não sei não


Será que conjugam mistérios num verbo dança?

Ou seria só o verbo crer em transparente esperança?


Sei que me encantam, me admiro dessa constante criação

Em discreta explosão de sinceridade

Que apesar de humanas ainda nada procuram

Pois se encantam em vão

Que "já nem saibam disso" ainda


Vivem a própria verdade

Sem pensar sobre isso

numa ignorancia linda


Desconhecem o que não é ilusão

e o que não é verdade, e mais nada

pois elas nadam

na criação da própria realidade


São aprendizes de sentimento

pois desconhecem constrangimento

e como instrumento só falam com ação


E em cada palavra que enfim soltam

Como árvores de folhas que se revoltam

exigindo o que merecem


É bem sutil, mas elas refletem o coração

Vivem a mil, mas só transmitem oração


e assim é que o Poder Superior nos fala,

olha bem, Ele ali, não se esqueça!

É so prestar um pouco de atenção..

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Busca













“Não se trata de conhecer ou de entender de verdade

pois 'A Verdade' pertence ao universo e seu mistério.

Não se trata de intelecto ou de inteligência racional

Fé se manifesta como uma superação própria da vontade

é como uma resignação obediente aos próprios sonhos

que é em si o próprio encontro com a paz e a realização...”

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Obrigado, Ai









Se ao menos uma vez eu pudesse ouvir que você não se arrepende

Se ao menos eu pudesse saber por um instante que você me entende

Se ao menos uma vez você viesse de repente me abraçar assim de graça

Ou se eu descobrisse como te fazer me ouvir e sentir isso tudo que se passa


em mim nada é tão natural ou fácil assim de explicar

e não me fale todo o óbvio que eu já sei que vai falar

Nunca entendi seu caminho, e não te pedi quase nada, xá pra lá..

queria só ver um pouquinho, viver desse mundo, nessa estrada caminhar


Eu tive tanto medo de ser um dia assim como você

e por isso eu me isolei, e fiquei a sonhar sem perceber

que ao fugir era só eu mesmo que não me encontrava

acho que a própria fuga já era o que de ti me procurava





please just translate my heart

and bring it back to me?

Can't you just admit you're lost too?

sometimes we lose.. "juslerebe", let it be..

Cut the thinking and start a truth,

the only way to move, to see or set free

So just translate your heart

or what you're thinking it to be..


mas na moral, como traduzir toda essa dor bilíngue?

Como faz pra não mais fingir que a gente nunca finge?

Tudo cai, mas na ruptura da procura vem a chance,

Veja Pai, que essa própria loucura é a cura ao nosso alcance

Que aproximação e essa que não pretende chegar a lugar algum?

E que sensação é essa de vazio compartilhado sem nenhum azul?

Intensos pois abismados, perdedores do invencível

Tagarelas e calados, provocantes do impossível

Construindo ruínas como ninhos em sobrados

Confusas esquinas em caminhos desencontrados


Fato deixado oculto, sempre essas dores sem vez, só no invisível

Do engasgado insulto, o desgaste das cores, a insensatez é insensível

Carrossel competitivo, onde o prêmio é violado

E só me resta essa viola, meu maior amigo

Confiável escola onde ser feliz não é proibido

E onde a cura é visível, bastando ver seus machucados

Veja essa pintura, de uma insegura noite escura do mistério e então o encanto

Que orvalha a doçura que se mistura e ainda pura é assim: império e espanto

Toda uma ausência ocupando o espaço imenso de paradoxos em vertigem incrível

Todo o tempo que não passamos junto ficando presente num abismo inesquecível

E isso cara, poutz, me assusta, eu sei lá,

uma semelhança brusca se debruça até colar em minha personalidade

é disso, praia, rootz, essa busca, aqui, cantar..

essa distância tão robusta se incrusta pra colar pedras de infelicidade


E se a gente fizesse junto um apoio mútuo

já teríamos feito nascer tantas pontes

violência é uma linguagem muda, é um muro

escrito medo de felicidade, saudade, etc, dor..

e nos jogamos fora, como é estúpido! tão estúpido!

tantas pedras, oportunidades e horizontes

Benevolência é pois coragem,

força no segredo que do grito alcança a verdade,

pois liberdade..

Liberdade é o próprio Amor...

.
..

... e seja como for

quem ama vive

quem se ama é livre

e liberdade é amor...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

culto oculto

Quem somos se não a própria margem?
desconhecemos a sobriedade
Onde será que sou, sociedade?
Esse trem não tem estação, é só viagem
Não sei se frio ou calor, não importa saber
Fronteiras do instinto, ternura selvagem..

Às vezes vem a sorte, comunhão de gratuito prazer
coragem forte, explode ódio mas é amor, querer
miragem-morte, escuridão sem amanhecer
Outras vezes labirintos em fuga
intensidade e dor, pecado sem culpa
estupidez, ardor, tentando enlouquecer
e fracassando, realidade oculta
alimento meu trauma ao tentar esquecer..

Entorpecido de calma, a decepção é culta
Fragmentada a alma, cada segredo insulta
Equívoco não salva, e o medo vai virando luta

Mas de onde surge a eletrizante compaixão
no meio de tanta raiva e fúria?

Temperamental contrato de quadrilha
proibido proibir, e que assim se reconstrua
compartilhando a busca, a face crua
lacrimejamos tímida alegria
a inquietude na sintonia de irmão
plenitude em rebeldia, sem direção
Disfarçada filosofia que se ofusca
impulso incontrolável, sedução brusca
há muito além de um aperto de mão

Cumplicidade obrigatória ou armadilha?
confiança ou instinto sem razão?
como se já nos soubéssemos família
e quase sem querer, laços de sangue
confessionário de suicidas
ou seminário vazio, líder sem gangue?
Escola do anonimato? Forte ou fraco?
caranguejos na lama, lixo sem mangue
sabedorias dissolvidas
do chão fazemos cama
Loucuras que acato?
Tonturas do imediato?
atrevimento que se inflama...

Emoção enlouquecida
ou cura que improvisa
lingua, linguagens, tato?
Será livre a vida bandida
ou é a prisão do inexato?
É a escravidão que é interompida
ou só intervalo pro segundo ato?

Caindo num tetrix em que não me encaixo
teias sem fim, matrix carrapato
algemas invisíveis, mudo é um grito sufocado
não sinto o chão que está logo abaixo
sinestesias infalíveis, contorcido e engaiolado
dentro de mim um escorpião
me ameaça encurralado
não minto a indignação, e me rebaixo
vão absinto em ebulição, crime legalizado

compartilhando a anulação, respiração
anulando em somatório a vergonha
que se dissolve, medo, desejada solidão..
Não há máscara que ali se sobreponha
a fúria escondida é revelada,
destaque da decepção
segredos da vida isolada,
lenda desiludida, ilusão
vontade proibida, atração
verdade despercebida, emoção?
com os sonhos em contradição
a maldade que é recolhida
sai pelos poros, orgasmo
libertação..
humildade pro sarcasmo
fenda falsa, desmotivação..

Nesse esconderijo marginal
fugere urbem urbanizado
um abandono visceral
a miséria em um agrado

Santuário do esquecimento
oásis de abandono, culto, ritual
ócio que sagrado, intento pessoal
possível fogo sentimental? Ou isolamento?
Bem querer, e amar o mal,
Será loucura a vontade de ser normal?

Ou estaremos justamente conscientes
ligados no esquema, no engodo
Dá pra engolir mais algum comercial?
as luzes da TV estão me dando nojo
Será que existem regras?
Corrupção deve ser parte do jogo
dissimuladas mentes cegas

Será que não vêem?

Nunca virão as entregas

cansei...