perguntinha retórica:

Quem criamos a criatividade?

PERGUNTO:

Com quantos mistérios se faz um ser humano?

... nem contra e nem a favor, muito pelo contrário ...

.... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ....... ... .... ...

“Não_é_demonstração_de_saúde_ou_sucesso_ser_bem_ajustado _a_uma_SOCIEDADE_PROFUNDAMENTE_DOENTE."

................................................................................................................

sabedoria hipotética:

"Entre_os_concientes_e_os_loucos
existe_um_abismo,
mas_as_pessoas_normais
estão_no_meio_dele."
-_Vict0r_Ram0s_Mell0_-


A DIFERENÇA PRINCIPAL ENTRE EU E OS COMPLETAMENTE LOUCOS É A CONSCIÊNCIAS DAS MINHAS INÚMERAS LOUCURAS

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

o Mistério e os Segredos




















De repente, ouvi o Segredo perguntar ao Mistério:
_Qual é o seu segredo?
Ao passo que o Mistério lhe respondeu:
_Ah, isso é um mistério.

Então, Mistério também perguntou:
_Qual é o seu mistério?
E ele respondeu prontamente:
_Ah, isso é segredo!

E foi ao ouvir esse diálogo que me dei conta:
_O meu maior mistério são meus segredos
e o meu maior segredo é um mistério!

imagens de Marina Papi

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Contido contudo contigo




















Um sorriso se abre esticando um horizonte tão vasto que não consigo alcançá-lo nem em pensamento. Quero me entregar à esta nova dúvida com a certeza de não mais querer ilusórias certezas... Mas no fundo minha aventura precisa mesmo de certezas neste momento de tamanhas vertigens. Quanto desta imensidão caberá no meu infinito vazio particular?

Meus passos agora são lúcidos, objetivos e discretos. Mal me reconheço não fosse a típica beleza nas paisagens ao meu redor. Respiro sem pressa, saboreando os novos ares como se fossem inéditos: não são. Sinto saudade desse ineditismo e percebo aos poucos o inóvil das novas novidades que me cercam. Não sei se é uma floresta adornada de encantos ou se trata-se de um jardim naturalista muito organicamente bem projetado. No entanto há um iluminado caminho que assusta de tão convidativo. Me sinto em paz e isso me dá um medo, mas não me desespero como de costume. Vejo a oportunidade de ser corajoso, sabedoria eternamente em aprendizado. E minha tranquilidade contamina qualquer percepção que eu tenha desta irreconhecível realidade novamente jovem.

No entanto uma expectativa furtivamente me surpreende. Quero abrir ao máximo as cortinas do quarto mais alto pra tentar reter a imensidão desse horizonte que me escapa. Mas não existem cortinas no terraço e é lá que estou, a luz quase me cega mas é boa, o vento tenta me derrubar mas me sinto bem com sua resistência, me colocando vigilante e atento, vivo, sensível, perigosamente livre. Fecho os olhos e a maresia parece correr em meu sangue, respiro fundo, desejo ficar ali e apenas esperar, aproveitar o que de melhor posso desfrutar e me permito um silêncio de pensamentos.

Sim, estou cauteloso, me sinto estranhamente como se fosse visualmente permeável e me sinto estranho mas, ainda sim, me sinto eu.

imagem de
Marina Papi

terça-feira, 19 de outubro de 2010

P ARTE c i p o















às vezes me sinto estupidamente gênio
e mais calmo que as montanhas
é como se me soubesse parte da paisagem
e entendesse a importância e responsabilidade
de existir aproveitando a existência e nada mais
é uma sensação muito impactante e impregnante
me preenche como se eu fosse um ruminante
é isso, me sinto como o silêncio de uma placa
Me sinto a grama e ao mesmo tempo a vaca ...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sabe – ou Colisão de paisagens II












Esse sou eu..

o resultado de um exagero

a inconsequência imatura que debruça-se até ser tarde demais

e descobre que é possível quebrar o impossível

porque quando temos tudo a perder

descobrimos que temos tudo

e não queremos perder mais

e tentamos mais

a mais

e voamos

vemos o que não sabíamos

fazemos mais que o capaz

e flutuamos

à beira do abismo

sem por isso sermos deuses

fazemos parte

e fingimos que não sabemos

só pra alcançar a vertigem do risco

e nos provar que é improvável

mas que experimenta-se ao se querer

isso de que não estou falando

escrevendo, esquecendo, ou calando

esquece..

TUDO, tudo passa!

Colisão de Paisagens















Eis que as plavras de repente
Alcançaram o estado de
Imagens soltas
sublimes ou revoltas
Iniciaram trocas volumétricas
Até enfim explodirem, simétricas
numa ocupação de espaços imaginários
dum frenesi de mental cenário

Ação? Emoção ou compulsão histérica?

Tentava ciência com paixão exotérica
Com o elixir das cores invisivelmente intrínsecas
que cabem na confusa aglomeração omérica
não mais de apenas imagens
transbordava agora também significados
escorrendo conceitos esticados, estilhaçados
pelo eclodir dum caos
ou uma colisão de paisagens..