
Aqui,
à quem cantar:
serei todo ouvir
e calarei meu admirar..
Agora,
à quem dançar:
farei tudo pra sentir
fluir por mim esse pulsar..
E toda hora,
quando alguém pintar:
tentarei descobrir
o que mais não está lá..
Assim,
à quem falar:
saberei sorrir
e aceitarei o ensinar
E enfim,
à quem calar:
estarei a me encobrir
do perfume que exalar
Mas.. ( há ou não.. ) .. Há quem
me acompanhe em admitir
que:
O AUGE DE EXISTIR
é se encontrar, se entregar
é permitir se confrontar
se esquivar de não mentir
seguir disposto a aguentar..
Não desistir ao se assustar,
é não sair assim que entrar,
nem entrar sem mesmo olhar
é não fingir que não está lá,
E descobrir até aquilo que já sabe
é se encaixar até mesmo onde não cabe
é a busca do entendimento do que é lealdade
é o simples, disribuir o que encontrar
retribuindo sem questionar
É definir sem limitar
É refletir só o que amar
e não fugir da liberdade
é dividir só por bondade..
desconstruir a crueldade
e reconstruir sem apagar
é evoluir sem devastar
e só comunicar amém
é unir
olhar
e
Olhar do Além:
há quem nunca entenderá
os reflexos do 'Lendo-Olhar'
pois..
Além do Olhar:
há o ar me olhando ali
me refratando, água de mar
a pensar na procura do que buscar..
a tentar da loucura a razão revelar..
e a perceber que o próprio procurar
é o que a busca sempre quis encontrar..
estive a sonhar, devanear, raciocinar, revirar..
sem ar de tanto pensar..
se talvez esteja aí por essa tal demora de um enigma do óbvio,
a insensatez da promessa qual o agora é um estigma do sóbrio
está no cotidiano rumo revirado, TV e PC ligados,
quarto que é meu calor, meu valor bagunçado,
e é lá que o insano aluno rebelado lê e vê estragos,
como é o seu professor no seu ardor injustiçado
O poeta que vai fundo no ensino contemplado
Profeta do seu mundo sem destino desenhado
fugitivo desvendado, dinheiro reflorestado
beija-flor urbanizado, jardineiro acidentado...
andarilho em nua escola da paz nas rondas dos ares mais respirados
sou a brisa que descola detrás das ondas nos mares mais revoltados...
