Lá estão eles flutuando
estão em tudo que é parte
deslizam junto com a paisagem
despretenciosa é a genuína arte..
São como folhas na correnteza do rio
nuvens escoando por uma montanha
atleta se superando pra chegar primeiro
pinguins reunidos pra enfrentar o frio
carnaval explodindo o colorido bacana
formigas em erupção de formigueiro
Saída de metrô às seis em copacabana
enfim, qualquer coisa pra mim..
vira poema sim no Rio de janeiro..
vivo-os por inteiro,
cada palavra que emana..
Poemas estão em toda parte
bastando querer lê-los
dispondo-se à inspiração: a arte
não precisa ser poeta pra fazer poesia..
mas pra ler, sim, é preciso, sinestesia
para encontrá-los atrás dos olhos
e inventar a realidade da fantasia
onde podemos ser nós mesmos
seu habitat é reservado
vive na mesma floresta secreta
onde se escondem nossos desejos..

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